sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mediando a Leitura e a Escrita

Sou mediadora de leitura e de escrita,  ponte entre os livros / os textos e as pessoas.  Faço-o numa pequena cidade do litoral alentejano, embora viaje também para onde julgam ser necessário o meu trabalho. 
Dirijo-me aos leitores de todas as idades. E aos seus mediadores. Um dos objetivos do meu trabalho é, por isso, pensar a mediação leitora como um todo. Assim, todos os projetos continuados que desenvolvo são comunicantes, alicerçam-se reciprocamente e crescem em conjunto.
 
As GRANDES HISTÓRIAS PARA PEQUENOS LEITORES, um projeto para pré-leitores que dinamizo quinzenalmente há cinco anos consecutivos num Jardim-de-Infância privado da minha cidade, incluem, desde o primeiro momento. a vertente de formação para famílias / docentes, inicialmente através da Palestra acerca da Importância da Leitura para o Desenvolvimento Emocional, Cognitivo e Criativo da Criança, e, posteriormente, por meio dos encontros mensais CONVERSAS PEQUENAS PARA PAIS E PROFISSIONAIS, em redor da leitura e da sua promoção. A prática nunca é desligada da reflexão e da investigação, antes actuam as três como estímulo e nutrimento. São elos indissociáveis nesse ciclo permanentemente renovado que é o trabalho em torno da promoção da leitura, em cada nova sessão com as crianças, enriquecendo cada novo encontro com os mediadores, sejam eles familiares ou docentes.
 
Da constatação de que a maturação leitora é um percurso semelhante a uma escadaria, em que cada degrau é essencial para a passagem às etapas subsequentes, até à autonomia leitora, nasceram dois projetos continuados de que já falei um pouco aqui no blogue. São eles o LABORATÓRIO DE LEITORES LIVRES (para crianças a frequentar o 1º e 2º anos do 1º CEB) e a OFICINA DE LEITURA E ESCRITA. Este último, pensado como espaço de criatividade, pensamento e crescimento, visa a promoção e desenvolvimento das competências de leitura e escrita para crianças e jovens do 3º ao 9º ano de escolaridade. Encarar a leitura e a escrita como um prazer, mas, sobretudo, como uma forma de sermos plenamente nós, com horizontes muito mais alargados, é o principal objetivo da oficina. Partindo sempre de textos de autores portugueses e estrangeiros, criteriosamente selecionados e adequados à maturidade leitora de cada grupo, criamos textos individuais, partilhando-os, discutindo-os. A leitura em voz alta, o questionamento, o diálogo e a reflexão crítica sobre o processo de escrita são constantes. A leitura leva à escrita e vice-versa, num ciclo harmonioso e frutífero. As Oficinas acontecem semanalmente e estão pensadas como um todo articulado, de análise e progressão. Todas as semanas, cada aluno pode escolher para ler em casa um livro de entre os muitos disponíveis na biblioteca do projeto.
Por último, não posso deixar de referir as Quartas com Letras, comunidade de leitores que dinamizo no litoral alentejano e que permanentemente renova e amplia a minha capacidade de ler e de contruir sentido.

Nenhum destes projetos é estanque. Cada um deles influencia os restantes, ensinando-me a encontrar novas ligações, novos significados, a ler melhor os livros, as pessoas e o mundo. Entendo a formação de leitores e de mediadores como um processo infinito, fluído, profundo e abrangente, que envolve vários intervenientes e diferentes contextos. Por isso, é para mim sempre um privilégio quando sou desafiada a reflectir com outros leitores e mediadores acerca do meu trabalho em redor dos livros. Nos últimos seis meses, tive ocasião de o fazer nas IV Jornadas Biblioteconómicas de Abrantes, com a oficina "Cultivar Leitores na Era Digital", na Biblioteca Municipal de Faro, a propósito da "Importância da Leitura Partilhada na Infância",  nas II Jornadas da RBE de Lamego, através da oficina "Contar de Livro na Mão" e no IV Encontro "Para além de princesas e dragões", em Albergaria-a-Velha, com a comunicação "A Leitura como Construção de Liberdade". Todas elas foram grandes oportunidades de análise, avaliação e melhoria do meu trabalho enquanto mediadora de leitura e de escrita, pelas quais estou profundamente grata.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXX

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui, com a frequência possível, uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.





Aquário
Cynthia Alonso
Orfeu Negro (coleção Orfeu Mini)

terça-feira, 21 de março de 2017

A poesia é algo que anda pelas ruas

 
 



"A poesia é algo que anda pelas ruas. Que se move, que passa ao nosso lado. Todas as coisas têm o seu mistério e a poesia é o mistério que contém todas as coisas. (...) Por isso, não concebo a poesia como uma abstração, mas sim como uma coisa real existente, que passou junto de mim. (...) O principal é encontrar a poesia".
                                                                                                             Federico García Lorca

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXIX

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui, com a frequência possível, uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
As Mulheres e os Homens
ideia e texto Equipo Plantel,  ilustr. Luci Gutiérrez
Orfeu Negro (coleção Orfeu Mini)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

A Importância da Leitura Partilhada em Faro

Há exatamente uma semana rumei a Faro a convite da Prof. Dra Maria Helena Horta, diretora do curso de Mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve, para falar acerca d' "A Importância da Leitura Partilhada na Infância", uma atividade integrada no ciclo de palestras "Vamos conversar sobre as (nossas) crianças", que a Biblioteca Municipal de Faro organiza em parceria com a direção do mestrado supracitado.
 
com a diretora da Biblioteca Municipal de Faro, Dra Sandra Martins
Foi com muito entusiasmo que regressei à Biblioteca António Ramos Rosa. Em 2013 havia lá dinamizado um dia de formação Cata Livros no âmbito do II Encontro Partilhar Leituras, por isso já conhecia o excelente trabalho que fazem com tantos projetos em prol da comunidade. Este ciclo de palestras é apenas um dos exemplos.
 
 
Num auditório quase cheio, com apoio teórico, mas, sobretudo, com muitos exemplos concretos de boas leituras, conversámos acerca do que significa "ler para" e "ler com", dos benefícios a nível afetivo, cognitivo, linguístico, social, cultural e criativo da leitura partilhada, do papel fundamental do adulto mediador, bem como da necessária constância, variedade e qualidade dos estímulos precoces, em casa e na escola, para o desenvolvimento global da criança. Levei uma mala cheia de livros e um PowerPoint repleto de pistas. Claro que não houve tempo para falar de tudo. Poderíamos ter ficado o serão inteiro à conversa e este assunto não se esgotaria. Porém, creio que o essencial ficou bem claro para todas as participantes, e bem provado pelas intervenções deliciosas do único representante do sexo masculino presente, um menino de 7 anos que acompanhou a mãe. O Santiago mostrou-nos, de forma espontânea e natural, o que significa ser leitor. Um leitor habituado a ouvir histórias / a ler desde pequenino. Maravilhou-se, entusiasmou-se, interpelou os textos e as ilustrações, fez inferências, corrigiu hipóteses, manifestou curiosidade e surpresa, constatou suposições, em suma, dialogou constantemente com os livros e com quem lia com ele.
 
 
Os livros que levei comigo foram cuidadosamente selecionados para atender às necessidades e interesses da maior parte das participantes, quase todas (futuras) profissionais ligadas à educação. Espero que num momento fulcral da sua formação, esta palestra tenha sido útil e as inspire a incorporar (se ainda não o fazem) a leitura partilhada no seu quotidiano. Agradeço de coração o convite e a oportunidade de reflexão à Prof. Dra. Maria Helena Horta, assim como à Dra Sandra Martins e à Dra Fátima Monteiro Bento, pela organização e receção sempre tão calorosas!
 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXVIII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui, com a frequência possível, uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
Emigrantes
Shaun Tan, Barbara Fiore Editora

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Levar a ler (em família)

Ilustr. Sophie Blackall, Finding Winnie.
 
 
Não existem receitas, nem fórmulas mágicas, para levar uma criança a gostar de ler. A formação de um leitor começa quando a criança nasce, ou melhor, quando ainda está na barriga da mãe, e estende-se por vários anos até que se torne autónoma e competente na leitura e compreensão das imagens e das palavras dos livros ou dos sinais do mundo. Esse percurso é longo, emocionante, trabalhoso, exige reflexão, imaginação, mas, sobretudo, partilha e atenção.
 
Não existem receitas, mas há, a meu ver, 3 aspetos fundamentais, ou ingredientes, se assim lhe quisermos chamar, que contribuem indiscutivelmente para fomentar o prazer de ler desde a primeira infância:
 
1. Bons livros / boas histórias
No meio da enorme produção de livros infantis, atualmente em venda até em supermercados, é extremamente importante selecionar material de qualidade, em quantidade e variedade suficientes, e adequado à etapa de maturação leitora da criança: canções de embalar, lengalengas, trava-línguas, histórias tradicionais, livros-álbum, fábulas, livros informativos, pop-ups, poemas, contos de autor, BD, livros de aventuras, etc.
 
2. Bons mediadores
Importa realçar que é no seio da família que nasce quase sempre o amor duradouro pelos livros. Assim, pais interessados, disponíveis, pacientes e atentos viverão os momentos em que lêem em voz alta para os filhos como verdadeiros abraços de leitura, experiências afetivas intensas e de crescimento para todos. Os bons mediadores (em família, na escola ou na biblioteca), para além de encantarem com a magia das histórias, têm uma grande capacidade de diálogo com os livros, consigo próprios e com a criança.
 
3. Boas conversas /experiências continuadas à volta dos livros e das histórias
Momentos de descontração, de partilha, em que a mãe ou o pai não condicionam a leitura, mas antes a ampliam, esperando pelos tempos de resposta da criança, respeitando as suas divagações, integrando as interrupções, valorizando a beleza e o encanto do seu olhar, ligando a história à vida dessa criança, enriquecendo-a, através de perguntas que busquem significados cada vez mais profundos.
 
 
Cada criança é um ser único, com interesses e gostos específicos. Ninguém melhor do que a família comprometida com o ato de ler encontrará mais facilmente as histórias e os livros que poderão interessar à criança e despertar nela o gosto pela leitura. Cada família estabelece o momento e o lugar mais adequado para todos para o ritual da história - à tardinha, à hora de ir para a cama; com livro ou sem livro; no sofá, no banho, na cama. O mais importante é que esse contacto seja o mais possível diário. Façamos as contas: se uma família ler ou contar histórias ao seu filho todos os dias, por exemplo, dos 3 anos até à sua entrada no primeiro ciclo, essa criança chega à escola com uma bagagem de mais de 1000 (mil, leram bem!) momentos agradáveis de contacto com a magia das palavras e das histórias. Compreenderão, certamente, o que isso representa em termos de facilidade na aprendizagem da leitura e da compreensão de si próprio, dos outros e do mundo à sua volta.
 
 
ilustr. Patrícia Metola
 
Também nós precisamos de aprender a ser pais-leitores, e porque essa aprendizagem é um caminho com obstáculos, avanços e recuos, receios e satisfações, é necessário que nos encontremos, para vermos como podemos fazer melhor, para conhecermos mais e melhores livros, para partilharmos as nossas experiências, em suma, para falarmos destes 3 ingredientes. Esta é a génese das Conversas Pequenas para Pais. Nestes encontros mensais acerca de Literatura Infantil e das estratégias para a sua promoção em contexto familiar, procedemos à leitura atenta e partilhada de diferentes tipologias de livros infantis, exemplificamos atividades e comportamentos que estimulam a aquisição de hábitos leitores e promovemos um debate em redor do papel das famílias na formação de futuros leitores críticos, autónomos e esclarecidos.
 
 
NOTA: Texto escrito por mim a 2 de Março de 2015. Excertos do mesmo foram publicados no Boletim da Santa Casa da Misericórdia de Santiago do Cacém, na sequência da palestra acerca d' A Importância da Leitura.
Atualmente, as Conversas Pequenas para Pais (cada vez mais) fundiram-se com as destinadas aos Profissionais. É um belo grupo com quem é um prazer ler, refletir e dialogar mensalmente.
Para além disso, estão também já agendadas duas sessões de formação para pais e profissionais:
 
2 de Dezembro de 2016
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARTILHADA PARA O DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA, no JI de Grândola. Atividade integrada na programação da Feira do Livro da Biblioteca Municipal de Grândola.
 
12 de Janeiro de 2017
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA PARTILHADA NA INFÂNCIA, na Biblioteca Municipal de Faro. No âmbito do ciclo de palestras "Vamos conversar sobre as (nossas) crianças", numa parceria entre a BMF e a direção do curso de mestrado em Educação Pré-Escolar da Escola Superior de Educação e Comunicação da Universidade do Algarve.
 
 

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXVII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
Outra vez!
Emily Gravett
Livros Horizonte
 

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

As Crianças e os Livros

"Uma criança sozinha com o seu livro cria, algures no quarto secreto da sua alma, as suas próprias imagens que ultrapassam qualquer outra coisa. Os seres humanos precisam de ter estas imagens. O dia em que as crianças deixarem de as conseguir fabricar será um dia em que a humanidade ficará empobrecida. Todas as grandes coisas que aconteceram no mundo aconteceram primeiro na imaginação de alguém, e a forma do amanhã depende grandemente do poder da imaginação daqueles que estão neste momento a aprender a ler. É por isso que as crianças precisam de ter livros."
                                                     Astrid Lindgren, excerto do discurso de aceitação do Prémio
                                                     Hans Christian Andersen, em 1958. (Tradução minha a partir
                                                     do inglês, com a autorização de Saltkråkan, que gere os direitos
                                                     de autor da sua obra.)
 
 
 
via

 

terça-feira, 11 de outubro de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXVI

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.


 
Daqui ninguém passa
Isabel M. Martins e Bernardo Carvalho
Planeta Tangerina
 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Outubro

 
 
 
Este mês de Outubro deste ano é pleno de significado para mim.
Foi há exatamente 20 anos que dei a minha primeira aula. Encontrava-me na Alemanha, numa escola que praticava verdadeiramente a interculturalidade, a Europaschule Köln, num estágio de um mês, através de uma bolsa para futuros professores de Alemão. Pediram-me que desse uma aula à turma, de 1º  Ciclo, que acompanhava mais de perto. Contei-lhes uma história, ou melhor, uma lenda: a Lenda das Amendoeiras em Flor. E conversámos muito. Constato, feliz, que a literatura e o diálogo sempre fizeram parte do meu trabalho.
Foi também em Outubro, há 5 anos, que comecei a trabalhar por conta própria, como mediadora de leitura, após 4 anos de uma rica experiência numa biblioteca da rede de leitura pública. Cinco anos muito felizes, com atividades pontuais, como as sessões de histórias, os Contos com Música (com o talentoso Fernando Malão), ou Um Pequeno Museu Outoniço, e muitas pautadas pela continuidade, como as Grandes Histórias para Pequenos Leitores (para pré-leitores, desde 2011 no JI "O Sabichão"), as Oficinas de Leitura e Escrita, o Laboratório de Leitores Livres, as Conversas Pequenas (encontros mensais para pais e profissionais em redor dos livros e da sua promoção) e as Quartas com Letras (comunidade de leitores que dinamizo junto da Quadricultura Associação Cultural).
Um balanço muito positivo e carregado de gratidão que me faz avançar, com esperança, por novos caminhos leitores.

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

OS BONS LIVROS

Na semana em que nos EUA se celebra a liberdade de ler com a "Banned Books Week" (Semana dos Livros Banidos) e no dia em que em Cuenca (Espanha) termina o Congresso Internacional "Censuras y Literatura Infantil y Juvenil", creio ser extremamente importante partilhar as palavras (minha tradução) ditas pelas crianças neste vídeo realizado pelo CEPLI, Centro de Estudios de Promoción de la Lectura y Literatura Infantil, da Universidade de Castilla La Mancha:
 
 
"Os livros, os bons livros, entretêm-nos. Assustam-nos, divertem-nos, emocionam-nos, fazem com que nos apaixonemos por eles, fazem-nos chorar a rir, às gargalhadas, ou até de tristeza.
Porque os livros, os bons livros, escondem nas suas páginas tudo o que acontece na vida. E a vida é alegre como um arco-íris, mas também, por vezes, cinzenta como uma tempestade. E é extensa, extensa como um rio enorme, ou também, às vezes, curta como um espirro. Umas vezes, ruidosa; outras, silenciosa. E ocorrem muitas coisas boas, acontecem outras normais e, às vezes, umas poucas más. E essa é a vida que queremos que nos contem os livros. Tal e qual. Não queremos que nos ocultem factos, nem nos alterem personagens, nem nos maquilhem aventuras, nem nos suavizem medos, nem nos dissimulem amores, nem nos apaguem os palavrões.
Por isso, hoje, todas as crianças do mundo, vos pedimos que não calem, nem censurem, nem persigam, nem queimem, nem leiam com olhos de adultos enfadados os desenhos e as palavras dos nossos livros. Que as obras depuradas, perseguidas, destruídas ou queimadas já só sejam histórias do passado que só possamos ler nos livros. E que os lápis azuis dos censores já não calem mais palavras, e que agora pintem corações."



segunda-feira, 19 de setembro de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXV



É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.
 
 
 
 
Indovina che cosa succede: una passeggiata invisibile
Gerda Muller
Babalibri



sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Um Pequeno Museu Outoniço


A preparar UM PEQUENO MUSEU OUTONIÇO.
Pode acontecer em Jardins-de-Infância, Escolas, Bibliotecas, Livrarias e muito mais.
Há um Pequeno Museu pensado para cada estação do ano.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXIV

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
Plumdog
Emma Chichester Clark
Jonathan Cape

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Laboratório de Leitores Livres

No mês de Outubro iniciarei um novo projecto continuado de promoção da leitura destinado especificamente a crianças do 1º e 2º anos do 1º Ciclo do Ensino Básico. Terá uma regularidade semanal e prolongar-se-á até ao final de Maio. Irá chamar-se LABORATÓRIO DE LEITORES LIVRES.
 
                                                                  ilustr. Marie-Louise Gay

 
Assenta nas seguintes premissas:
 
"(...) A cultura em geral e a literatura para a infância e juventude em particular são tesouros que ajudam a iluminar o mundo, dando aos mais novos um lugar onde ficar e crescer. A literatura para a infância e juventude conta histórias que ajudam as crianças de todas as idades a compreenderem-se uns aos outros, e a aprenderem uns sobre os outros, a enfrentarem os medos que os preocupam, e a formularem respostas para as muitas questões das suas vidas. Mas também, e especialmente, porque estes livros  os ajudam a sonhar, a descobrir palavras e linguagem, estimulam a sua imaginação,  apresentam-lhes o mundo de uma maneira tão livre quanto possível, fazendo deles cidadãos do nosso planeta." 
                                     excerto da carta enviada pela direção do Salon du Livre de Montreuil 2015
                                                   a todos os escritores, ilustradores, editores e livreiros participantes.
 
 
 
 
 
A partir de uma vasto e variado conjunto de livros e materiais criteriosamente seleccionados, iremos realizar inúmeras experiências leitoras para ver e compreender melhor as coisas reais e fantásticas e as suas representações. Pretende-se expandir o imaginário e a criatividade, deixando de lado as imagens estereotipadas e as leituras unívocas. Apreciaremos o valor das palavras, de cada uma, reflectindo sobre a sua força e o seu peso. Observaremos com atenção os livros e o mundo à nossa volta, para encontrar as semelhanças, as gradações, as categorias, as relações, o ritmo, a poesia.
Iremos pisar o risco, pintar para além das linhas, sair da caixa, celebrar os erros e transformá-los em liberdade expressiva. Numa atitude de descoberta da infinita riqueza do mundo, estimularemos o pensamento crítico, capaz de questionar, interpretar e criar ligações novas e únicas, bem como a escuta de uma pluralidade de vozes e opiniões.
 
Para informações e inscrições: paula.cusati@gmail.com ou 960393479.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

ROALD DAHL 100

Vamos festejar o CENTENÁRIO DE ROALD DAHL?

 

Ao longo do dia 13 de Setembro, a Casa das Palavras irá desenvolver várias actividades para diversas idades em torno da obra de um dos maiores escritores do mundo para a infância e juventude.
Para além disso, há projectos e actividades sobre os livros de Roald Dahl pensados para os diferentes ciclos de ensino. Para escolas, bibliotecas e outras instituições culturais durante este ano lectivo de 2016/2017.
Informações e inscrições através do e-mail paula.cusati@gmail.com ou do telemóvel 960393479.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Andarilhando!

Vou a caminho! Esperam-me quatro dias maravilhosos de palavras, imagens, histórias, livros, encontros, aprendizagens, pessoas inspiradoras e muitos abraços.


Eu estarei hoje, 25 de Agosto, às 18:30, com a Sofia Paulino a apresentar o livro As Contadeiras de Histórias, da editora Simon´s Books. Amanhã, dia 26, às 19:30, irei CONTAR COM LIVRO NA MÃO.
O programa completo (que compreende 25 h de formação + I Festival de Contos do Mundo)  aqui e acolá. Para além disso, há exposições, instalações e o mercado livreiro. Razões de sobra para rumar a Beja.
Há dois anos foi assim .

sábado, 16 de julho de 2016

Férias Grandes III

 
 

july 12

soon we will go to the beach
where we will swim
and eat plums and peanut butter sandwiches
and we will think to ourselves
as we eat
on our blankett in the sand
that nothing in the world
could possibly be more delicious
than those plums
and those peanut butter sandwiches
a little bit salty
and warm from the sun


When green becomes tomatoes Poems for All Seasons, by Julie Fogliano, pictures by Julie Morstad, Roaring Brook Press.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXIII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
The Orange Book
Richard McGuire
Corraini, 2008