terça-feira, 6 de setembro de 2016

ROALD DAHL 100

Vamos festejar o CENTENÁRIO DE ROALD DAHL?

 

Ao longo do dia 13 de Setembro, a Casa das Palavras irá desenvolver várias actividades para diversas idades em torno da obra de um dos maiores escritores do mundo para a infância e juventude.
Para além disso, há projectos e actividades sobre os livros de Roald Dahl pensados para os diferentes ciclos de ensino. Para escolas, bibliotecas e outras instituições culturais durante este ano lectivo de 2016/2017.
Informações e inscrições através do e-mail paula.cusati@gmail.com ou do telemóvel 960393479.

quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Andarilhando!

Vou a caminho! Esperam-me quatro dias maravilhosos de palavras, imagens, histórias, livros, encontros, aprendizagens, pessoas inspiradoras e muitos abraços.


Eu estarei hoje, 25 de Agosto, às 18:30, com a Sofia Paulino a apresentar o livro As Contadeiras de Histórias, da editora Simon´s Books. Amanhã, dia 26, às 19:30, irei CONTAR COM LIVRO NA MÃO.
O programa completo (que compreende 25 h de formação + I Festival de Contos do Mundo)  aqui e acolá. Para além disso, há exposições, instalações e o mercado livreiro. Razões de sobra para rumar a Beja.
Há dois anos foi assim .

sábado, 16 de julho de 2016

Férias Grandes III

 
 

july 12

soon we will go to the beach
where we will swim
and eat plums and peanut butter sandwiches
and we will think to ourselves
as we eat
on our blankett in the sand
that nothing in the world
could possibly be more delicious
than those plums
and those peanut butter sandwiches
a little bit salty
and warm from the sun


When green becomes tomatoes Poems for All Seasons, by Julie Fogliano, pictures by Julie Morstad, Roaring Brook Press.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXIII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
The Orange Book
Richard McGuire
Corraini, 2008

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Férias Grandes II

 
 
Quando eu era criança, as férias grandes eram um tempo mágico e gigante.
O dia começava com um pequeno-almoço demorado, que incluía a fruta que eu ia apanhar ao damasqueiro que ficava mesmo em frente à porta de casa ou à figueira um pouco mais afastada, perto do tanque. Até à hora do almoço havia tempo para passear pela ribeira, com os pés descalços, por entre as pedras e a pouca água que ainda teimava em correr. Esperávamos, em religioso silêncio, que as rãs recomeçassem a coaxar para descobrirmos os seus esconderijos e podermos vê-las, cada qual diferente, nos seus lindos verdes.
À tarde, o calor impedia-nos de brincar lá fora. Era a hora da sesta, sinónimo, para mim e para a minha irmã, de horas a ler no silêncio da casa adormecida. Quantos livros requisitávamos uma vez por semana na biblioteca da vila. Vinham connosco para casa em felizes sacos pesados. Depois do lanche havia as corridas de bicicleta, os mergulhos no tanque, as brincadeiras no sótão e a visita à figueira centenária que era casa, cavalo e baloiço.
Nas noites mais quentes, o meu pai trazia uma manta grande, as almofadas, e deitávamo-nos lá fora, de barriga para o ar, a conversar e a ver as estrelas, à espera que a casa arrefecesse. Era tão bom estarmos, assim, juntos. Como se aquele tempo não tivesse fim.


terça-feira, 14 de junho de 2016

Férias Grandes

As férias grandes começaram esta semana. Os dias deixaram de ser condicionados pelo ritmo da escola, com aulas, testes e TPCs. É tempo de descansar, brincar, viajar, explorar, ou, simplesmente, não fazer nada. Um tempo aventuroso, longo e livre, como pertence ao Verão.
As férias grandes são também protagonistas de muita da literatura infantil e juvenil, pelas inúmeras possibilidades que nos oferecem os dias contemporaneamente vazios de compromissos e cheios de mistério e surpresas. Deixo-vos dois bons exemplos:
 
 
Um pequeno livro, de capa mole, que nos fala dos sabores, sons e cheiros desta estação do ano, que nos leva a saborear os dias compridos e a pensar no que é para nós, leitores, sinónimo de Verão. É também um convite a explorar e a querer saber mais. Quem é que não fica com curiosidade em descobrir as zínias e as sécias, de que hoje em dia quase não se ouve falar? 
 
 
 
 
 
 
A segunda sugestão é um livro sem palavras:
 
 
Um dia na praia, de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina
 
Uma história muito bem contada pelas ilustrações de Bernardo Carvalho, que levará certamente a diálogos muito interessantes à medida que pais e filhos vão tecendo hipóteses. Um livro para ler devagar, com atenção, esticando o mistério de cada dupla página.
 
 
Estes são alguns dos livros que levarei para o último encontro desta temporada das Conversas Pequenas, dedicado precisamente às "Férias Grandes"  e que terá lugar na próxima semana.
 
Quanto ao blogue, iremos continuar a viajar pelos livros, com atualizações regulares. Até lá, divirtam-se, relaxem e apreciem a maravilha de cada um destes dias felizes, intermináveis e inesquecíveis.

terça-feira, 24 de maio de 2016

A cabeça no ar

As melhores coisas são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
                         (embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer,
e isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar,
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar.

                 Manuel António Pina, in O Pássaro da Cabeça e mais versos para crianças.