terça-feira, 14 de junho de 2016

Férias Grandes

As férias grandes começaram esta semana. Os dias deixaram de ser condicionados pelo ritmo da escola, com aulas, testes e TPCs. É tempo de descansar, brincar, viajar, explorar, ou, simplesmente, não fazer nada. Um tempo aventuroso, longo e livre, como pertence ao Verão.
As férias grandes são também protagonistas de muita da literatura infantil e juvenil, pelas inúmeras possibilidades que nos oferecem os dias contemporaneamente vazios de compromissos e cheios de mistério e surpresas. Deixo-vos dois bons exemplos:
 
 
Um pequeno livro, de capa mole, que nos fala dos sabores, sons e cheiros desta estação do ano, que nos leva a saborear os dias compridos e a pensar no que é para nós, leitores, sinónimo de Verão. É também um convite a explorar e a querer saber mais. Quem é que não fica com curiosidade em descobrir as zínias e as sécias, de que hoje em dia quase não se ouve falar? 
 
 
 
 
 
 
A segunda sugestão é um livro sem palavras:
 
 
Um dia na praia, de Bernardo Carvalho, Planeta Tangerina
 
Uma história muito bem contada pelas ilustrações de Bernardo Carvalho, que levará certamente a diálogos muito interessantes à medida que pais e filhos vão tecendo hipóteses. Um livro para ler devagar, com atenção, esticando o mistério de cada dupla página.
 
 
Estes são alguns dos livros que levarei para o último encontro desta temporada das Conversas Pequenas, dedicado precisamente às "Férias Grandes"  e que terá lugar na próxima semana.
 
Quanto ao blogue, iremos continuar a viajar pelos livros, com atualizações regulares. Até lá, divirtam-se, relaxem e apreciem a maravilha de cada um destes dias felizes, intermináveis e inesquecíveis.

terça-feira, 24 de maio de 2016

A cabeça no ar

As melhores coisas são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
                         (embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer,
e isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar,
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar.

                 Manuel António Pina, in O Pássaro da Cabeça e mais versos para crianças.

sábado, 14 de maio de 2016

ENCONTRAR O TEMPO DA INFÂNCIA

 
 
 
No próximo sábado, eu e a Susana Cheis, psicóloga, iremos falar de como, neste tempo frenético, repleto de ecrãs, atividades escolares e extracurriculares, é importante desacelerar e escolher compreender e valorizar, em família e na sala de aula, a essência de cada criança: as suas características, ritmos, talentos e ensinamentos preciosos. 

Falaremos de como a infância de cada pessoa condiciona a sua vida futura, de como é importante criar um ambiente familiar e escolar sem estereótipos e preconceitos, onde a criança se sinta segura e livre para ver e ler com todos os sentidos, explorar, descobrir, decidir, fazer e criar. De tudo isto e muito mais!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

AS HISTÓRIAS


"... as histórias são coisas vivas, criaturas que se mexem e que se desenvolvem na imaginação do autor e do leitor. Devem ser consistentes e palpáveis, tal como a terra, e devem possuir profundezas desconhecidas fluídas, tal como o mar. "
                                            David Almond, Uma criatura feita de mar, Editorial Presença.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
O Livro da Tila
Matilde Rosa Araújo e Madalena Matoso (ilustrações)
Caminho, 2010.
 

sábado, 16 de abril de 2016

Dias de Chuva

Após um Inverno meigo, pelo menos aqui pelo Alentejo, a Primavera tarda em chegar e Abril parece querer fazer jus ao provérbio, trazendo águas mil. Lembro-me de que quando era criança, nos dias chuvosos, adorava calçar as botas de borracha e saltitar nas poças de água, olhar para as nuvens e sentir as gotas de chuva a caírem nos meus olhos, ir à ribeira para ver se a água tinha galgado a pequena ponte perto da casa dos meus avós, ou esperar pacientemente para ver todos os bichinhos que vinham espreitar: caracóis, lesmas, rãs e sapos.

Un giorno di pioggia
 
Bem sei que os dias de chuva equivalem muitas vezes a crianças aborrecidas e a pais enervados... Mas, mesmo dentro de casa e sem ecrãs, há tanto que podemos fazer para nos divertirmos!  
Uma excelente ideia é irmos ao armário buscar a CAIXA PARA DIAS DE CHUVA. Lá dentro as crianças poderão encontrar:
- baralhos de cartas para jogar em família ou para construir castelos;
- dominó;
- tabuleiro e peças de xadrez ou damas;
- mikado;
- jogo da glória;
- velhos álbuns de fotografias da família;
- jornais velhos para fazer aviões ou barcos de papel;
- poemas sobre a chuva para ler em voz alta e aprender de cor (como este de António Mota ou um pedaço de outro da Luísa Ducla Soares)
- bons livros (por exemplo: Um dia, um guarda-chuva, de Davide Calì e Valerio Vidali, ed. Planeta Tangerina)
- e tudo aquilo que acharem melhor para os vossos filhos.

Enfim, coisas simples para brincarmos juntos e, por isso, tão importantes.  Certamente tornarão mais felizes os dias de chuva.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXI

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
A Baleia
Benji Davies
Orfeu Negro, 2016