As melhores coisas são feitas no ar,
andar nas nuvens, devanear,
voar, sonhar, falar no ar,
fazer castelos no ar
e ir lá para dentro morar,
ou então estar em qualquer sítio só a estar,
a respiração a respirar,
o coração a pulsar,
o sangue a sangrar,
a imaginação a imaginar,
os olhos a olhar
(embora sem ver),
e ficar muito quietinho a ser,
os tecidos a tecer,
os cabelos a crescer,
e isto tudo a saber
que isto tudo está a acontecer!
As coisas melhores são de ar,
só é preciso abrir os olhos e olhar,
basta respirar.
Manuel António Pina, in O Pássaro da Cabeça e mais versos para crianças.
Onde se guardam leituras, pensamentos, ideias e imagens sobre os livros e a sua mediação.
terça-feira, 24 de maio de 2016
sábado, 14 de maio de 2016
ENCONTRAR O TEMPO DA INFÂNCIA
No próximo sábado, eu e a Susana Cheis, psicóloga, iremos falar de como, neste tempo frenético, repleto de ecrãs, atividades escolares e extracurriculares, é importante desacelerar e escolher compreender e valorizar, em família e na sala de aula, a essência de cada criança: as suas características, ritmos, talentos e ensinamentos preciosos.
Falaremos de como a infância de cada pessoa condiciona a sua vida futura, de como é importante criar um ambiente familiar e escolar sem estereótipos e preconceitos, onde a criança se sinta segura e livre para ver e ler com todos os sentidos, explorar, descobrir, decidir, fazer e criar. De tudo isto e muito mais!
quarta-feira, 11 de maio de 2016
AS HISTÓRIAS
"... as histórias são coisas vivas, criaturas que se mexem e que se desenvolvem na imaginação do autor e do leitor. Devem ser consistentes e palpáveis, tal como a terra, e devem possuir profundezas desconhecidas fluídas, tal como o mar. "David Almond, Uma criatura feita de mar, Editorial Presença.
sexta-feira, 6 de maio de 2016
As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXII
É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.
O Livro da Tila
Matilde Rosa Araújo e Madalena Matoso (ilustrações)
Caminho, 2010.
sábado, 16 de abril de 2016
Dias de Chuva
Após um Inverno meigo, pelo menos aqui pelo Alentejo, a Primavera tarda em chegar e Abril parece querer fazer jus ao provérbio, trazendo águas mil. Lembro-me de que quando era criança, nos dias chuvosos, adorava calçar as botas de borracha e saltitar nas poças de água, olhar para as nuvens e sentir as gotas de chuva a caírem nos meus olhos, ir à ribeira para ver se a água tinha galgado a pequena ponte perto da casa dos meus avós, ou esperar pacientemente para ver todos os bichinhos que vinham espreitar: caracóis, lesmas, rãs e sapos.
![]() |
| Un giorno di pioggia |
Bem sei que os dias de chuva equivalem muitas vezes a crianças aborrecidas e a pais enervados... Mas, mesmo dentro de casa e sem ecrãs, há tanto que podemos fazer para nos divertirmos!
Uma excelente ideia é irmos ao armário buscar a CAIXA PARA DIAS DE CHUVA. Lá dentro as crianças poderão encontrar:
- baralhos de cartas para jogar em família ou para construir castelos;
- dominó;
- tabuleiro e peças de xadrez ou damas;
- mikado;
- jogo da glória;
- velhos álbuns de fotografias da família;
- jornais velhos para fazer aviões ou barcos de papel;
- poemas sobre a chuva para ler em voz alta e aprender de cor (como este de António Mota ou um pedaço de outro da Luísa Ducla Soares)
- bons livros (por exemplo: Um dia, um guarda-chuva, de Davide Calì e Valerio Vidali, ed. Planeta Tangerina)
- e tudo aquilo que acharem melhor para os vossos filhos.
Enfim, coisas simples para brincarmos juntos e, por isso, tão importantes. Certamente tornarão mais felizes os dias de chuva.
Uma excelente ideia é irmos ao armário buscar a CAIXA PARA DIAS DE CHUVA. Lá dentro as crianças poderão encontrar:
- baralhos de cartas para jogar em família ou para construir castelos;
- dominó;
- tabuleiro e peças de xadrez ou damas;
- mikado;
- jogo da glória;
- velhos álbuns de fotografias da família;
- jornais velhos para fazer aviões ou barcos de papel;
- poemas sobre a chuva para ler em voz alta e aprender de cor (como este de António Mota ou um pedaço de outro da Luísa Ducla Soares)
- bons livros (por exemplo: Um dia, um guarda-chuva, de Davide Calì e Valerio Vidali, ed. Planeta Tangerina)
- e tudo aquilo que acharem melhor para os vossos filhos.
Enfim, coisas simples para brincarmos juntos e, por isso, tão importantes. Certamente tornarão mais felizes os dias de chuva.
quinta-feira, 14 de abril de 2016
As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXI
É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.
A Baleia
Benji Davies
Orfeu Negro, 2016
domingo, 3 de abril de 2016
As Guardas: Guardiãs de Tesouros XX
É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.
Um dia, um guarda-chuva...
Davide Calì e Valerio Vidali
Planeta Tangerina
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