quinta-feira, 14 de abril de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XXI

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
A Baleia
Benji Davies
Orfeu Negro, 2016

domingo, 3 de abril de 2016

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XX

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui (quase) todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
Um dia, um guarda-chuva...
Davide Calì e Valerio Vidali
Planeta Tangerina
 

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

O tempo na literatura para a infância

O tempo é a substância da literatura, a sua essência e tecido. Desde o início, o homem foi tecendo o real e o maravilhoso, contando-se, construindo-se e rasgando as fronteiras dos dias e da própria vida.
 Todas as histórias começam por "Era uma vez...", porta mágica para um tempo outro, em que os nossos olhos, coração e mente são só para as palavras que acontecem à nossa frente.


                       Antes Depois, Anne-Margot Ramstein e Matthias Aregui, Gatafunho


E se a palavra contada / escutada é tempo pleno, a palavra escrita / lida é tempo maior, permanentemente vivificado a cada leitura.
"Escrever representa uma das formas de desafio à morte: e ler, também, é permanecer. Qualquer forma de escrita, qualquer forma de leitura"
                                                                                Matilde Rosa Araújo in A Estrada Fascinante, Livros Horizonte 


Para ler em profundidade, é preciso tempo. Um tempo lento. Tema que me é muito caro e de que já falei aqui.
"A importância do caminho, portanto, não da chegada. Do tempo do caminho, que deve ser lento, não só para aceitar o passo de quem é mais fraco, mas porque seguindo a curiosidade e as emoções cada um possa aventurar-se, descobrir outras pistas, fazer desvios, voltar atrás, trocar pensamentos e sentimentos, contruir relações. E amanhã, exatamente por ter realizado uma caminhada deste tipo, possa não esquecer o que aprendeu"
                                          Fiorella Farinelli, no prefácio ao livro de Gianfranco Zavalloni, La Pedagogia della Lumaca
 

Enquanto mediadores, creio que é neste sentido que devemos orientar as atividades e projetos que concebemos. A mediação leitora significa semear, esperar, dar tempo, atentar, confiar e ir recolhendo, sem pressa.


                                            Dopo, Laurent Moreau, orecchio acerbo

Daqui partem as minhas reflexões acerca do Tempo na Literatura para a Infância, tema da sessão para mediadores que irei dinamizar hoje à tardinha no Centro do Livro Infantil da Biblioteca Municipal de Beja, a convite da Dra Cristina Taquelim, que pensou e conduziu de forma extraordinária, a 25 de Novembro de 2015, o primeiro destes ricos, inspiradores e gratuitos encontros, sempre na última quarta-feira do mês, dedicado à Guerra na Literatura para a Infância. Levo comigo uma mala cheia de livros que contam o tempo. E muitos mais estarão à nossa espera!


                                                        

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Tempo Novo

O ano novo entrou de mansinho, como lhe compete. A agenda nova começou a ser preenchida, com calma, pelos nossos diferentes afazeres. Houve tempo para saborear os dias de chuva, para abrir o coração a arco-íris do tamanho do mundo, para nos aninharmos nas noites frias ao redor da lareira. Houve tempo para avaliar projetos, afinar metodologias, repensar o trabalho e estabelecer mais uns bons propósitos.
Um ano inteiro pela frente! A esperança feita tempo, um tempo novo. Doze meses para sentir,  descobrir, explorar, conhecer, ouvir e contar. 366 dias que quero guardar. Para além do diário, há um livro especial que tem sido meu companheiro nessa tarefa tão rica:
 
 
Um livro que começa no inverno, quando, apenas aparentemente, tudo parece adormecido e que nos leva a olhar com atenção para a intensa atividade deste período do ano, convidando-nos a ir lá para fora descobrir os fenómenos sazonais da natureza. Estou, neste momento, a aprender a identificar as nuvens e o tempo que trazem:
 
 

 
Um livro / agenda que vem complementar o Lá Fora - Guia para descobrir a natureza, editado pelo Planeta Tangerina em 2014.
 
 
 
Bom ano novo! Boas leituras e boas descobertas!

 
 
 
 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Manuel da Fonseca


Manuel da Fonseca, escritor da minha cidade, Santiago do Cacém, faria hoje 104 anos. É e será sempre um dos meus autores preferidos. Foi, por isso, um privilégio conceber a programação anual da Biblioteca Municipal com o seu nome no centenário do seu nascimento, em 2011.  De todas as iniciativas que levámos a cabo, a mais significativa, a meu ver, foi a VIAGEM POR CERROMAIOR, o passeio histórico-literário pensado e dinamizado com o Gentil Cesário. Passeio esse que terminava sempre na colina do castelo com a leitura do poema

Maltês

Em Cerromaior nasci.

Depois, quando as forças deram
para andar, desci ao largo.
Depois, tomei os caminhos
que havia e mais outros que
depois desses eu sabia.

E tanto já me afastei
dos caminhos que fizeram,
que de vós todos perdido
vou descobrindo esses outros
caminhos que só eu sei.

Manuel da Fonseca, in Planície, 1941

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Rio de Contos: onde irão estas histórias desaguar?



No passado fim-de-semana, a Caparica e a Trafaria  receberam um Rio de Contos. O encontro de narração oral de Almada, muito bem pensado e organizado pela Laredo Associação Cultural e pela Câmara Municipal de Almada, saiu das habituais paredes onde se contam histórias. Foi uma honra contar ao lado da Cláudia Sousa (na Biblioteca Maria Lamas), das contadoras da Rede Municipal de Bibliotecas de Almada, (na Biblioteca da Trafaria) e da Ana Sofia Paiva e do Miguel Horta (no Mercado da Trafaria), no dia 26, sempre com o olhar cúmplice da Maria José Vitorino.
 

 
No jornal Público, o Miguel explica com sabedoria os alicerces deste encontro. Leiam com atenção e irão entender a felicidade de quem lá contou e ouviu histórias. Muito grata, guardarei na memória os contos escutados, os sorrisos e os abraços e a certeza de que as palavras desses dias desaguarão em mundos melhores.

terça-feira, 29 de setembro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros XIX

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
O lobo não morde
Emily Gravett (trad. Carla Maia de Almeida)
Livros Horizonte, 2011