quinta-feira, 19 de março de 2015

O Pai e os Livros

Nas vésperas do Dia do Pai teve lugar mais uma das Conversas Pequenas na Creche e JI "O Montinho".

 
Viajámos pelos livros infantis em redor da figura do PAI. Vimos como é retratado, como é contado na relação que estabelece com os filhos. Refletimos sobre como podemos utilizar os livros que vêem o pai como protagonista na nossa dinâmica familiar e até na resolução de alguns problemas. Através  da leitura e análise de muitos livros reconhecemos a importância do envolvimento do pai no ritual da leitura partilhada.  
 
Porque falámos da necessidade de "desconstruir visões rígidas", faltava levar o livro cujas guardas se mostram no post anterior:
  
 
 
 
 
Um livro belíssimo que conta a história de uma menina, a Maria, que tem a sorte de ter dois pais que a amam e que lhe dão uma infância feliz, uma vida serena e segura. Obrigada, Guida, por mo teres emprestado e por teres partilhado o link!

As Guardas: Guardiãs de Tesouros VIII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
O Livro do Pedro (Maria dos 7 aos 8)
Manuela Bacelar
Edições Afrontamento, 2008.

terça-feira, 10 de março de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros VII

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
Frederico
Leo Lionni,
Kalandraka, 2004.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Guardas: Guardiãs de Tesouros VI

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.



 
 
Quero o meu chapéu
Jon Klassen
Orfeu Negro (Coleção Orfeu Mini), 2014

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros V

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixo aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.


Hoje Sinto-me...
Madalena Moniz
Orfeu Negro (Coleção Orfeu Mini), 2014


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros IV

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.





 
 
Olivia
Ian Falconer
Giannino Stoppani Edizioni, 2000
 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Luísa Dacosta (1927-2015)



Com bem afirma o professor José Alfaro (que em 2009 nos deu a oportunidade de a ouvir numa das conferências da I edição da Pós-Graduação em Livro Infantil) não há melhor forma de a homenagear do que dar a ler Luísa Dacosta:

"um livro

Desejas

Um tapete mágico que num abrir e fechar de olhos, 
te leve aos confins da Terra?

Uma máquina de viajar no tempo, para o futuro a haver, desconhecido,
para o passado histórico ou para aquele em que os animais falavam?

Companheiros para correrem contigo a aventura de mares ignorados
e de ilhas que os mapas não registam?

Conhecer mundos para além do nosso sistema solar, 
a anos-luz da nossa galáxia, sem necessidade de foguetão?

Saber a idade de uma pedra ou os mistérios da realidade,
das águas, dos bichos, dos pássaros e das estrelas?

Descobrir a arca encantada, onde se guardam os vestidos "cor do tempo",
das princesas de era uma vez, aquelas que se transformavam em pombas
ou dormiam em caixões de cristal, à espera que o príncipe viesse despertá-las?
Desfolhar as pétalas do sonho no país da noite? 
Abre um livro.

Um livro é tudo isso de cada vez e, às vezes, ao mesmo tempo.
Um livro permite-te contactar com outras imaginações, outras sensibilidades.
É a possibilidade de estares noutros lugares, sem abandonares o teu chão, 
de ouvires pulsar outros corações, de vestires a pele humana de outro 
ou outros sem deixares de seres tu.

E, com o livro, a varinha de condão não está na mão das fadas,
está em teu poder.
É do teu olhar, de cada vez que te dispões a ler, 
que nascem aqueles mundos, caleidoscópicos, de maravilha
- e só desaparecem quando fechas o livro.
Mas, a um gesto do teu querer, 
voltarão a surgir sempre, sempre, sempre..."

 Luísa Dacosta, in História com Recadinho, ed. Asa


Aconselho também o seu diário, Na Água do Tempo, ed. Asa. E aqui uma excelente entrevista à autora.