segunda-feira, 2 de março de 2015

Guardas: Guardiãs de Tesouros VI

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.



 
 
Quero o meu chapéu
Jon Klassen
Orfeu Negro (Coleção Orfeu Mini), 2014

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros V

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixo aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.


Hoje Sinto-me...
Madalena Moniz
Orfeu Negro (Coleção Orfeu Mini), 2014


segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros IV

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.





 
 
Olivia
Ian Falconer
Giannino Stoppani Edizioni, 2000
 

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Luísa Dacosta (1927-2015)



Com bem afirma o professor José Alfaro (que em 2009 nos deu a oportunidade de a ouvir numa das conferências da I edição da Pós-Graduação em Livro Infantil) não há melhor forma de a homenagear do que dar a ler Luísa Dacosta:

"um livro

Desejas

Um tapete mágico que num abrir e fechar de olhos, 
te leve aos confins da Terra?

Uma máquina de viajar no tempo, para o futuro a haver, desconhecido,
para o passado histórico ou para aquele em que os animais falavam?

Companheiros para correrem contigo a aventura de mares ignorados
e de ilhas que os mapas não registam?

Conhecer mundos para além do nosso sistema solar, 
a anos-luz da nossa galáxia, sem necessidade de foguetão?

Saber a idade de uma pedra ou os mistérios da realidade,
das águas, dos bichos, dos pássaros e das estrelas?

Descobrir a arca encantada, onde se guardam os vestidos "cor do tempo",
das princesas de era uma vez, aquelas que se transformavam em pombas
ou dormiam em caixões de cristal, à espera que o príncipe viesse despertá-las?
Desfolhar as pétalas do sonho no país da noite? 
Abre um livro.

Um livro é tudo isso de cada vez e, às vezes, ao mesmo tempo.
Um livro permite-te contactar com outras imaginações, outras sensibilidades.
É a possibilidade de estares noutros lugares, sem abandonares o teu chão, 
de ouvires pulsar outros corações, de vestires a pele humana de outro 
ou outros sem deixares de seres tu.

E, com o livro, a varinha de condão não está na mão das fadas,
está em teu poder.
É do teu olhar, de cada vez que te dispões a ler, 
que nascem aqueles mundos, caleidoscópicos, de maravilha
- e só desaparecem quando fechas o livro.
Mas, a um gesto do teu querer, 
voltarão a surgir sempre, sempre, sempre..."

 Luísa Dacosta, in História com Recadinho, ed. Asa


Aconselho também o seu diário, Na Água do Tempo, ed. Asa. E aqui uma excelente entrevista à autora.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros III

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.




 
 
Maruxa
Eva Mejuto e Mafalda Milhões (ilustradora)
OQO, 2014

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros II

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero celebrar. Deixarei aqui todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado.

 
 
 
 
Todos no sofá
Luísa Ducla Soares e Pedro Leitão (ilustrador)
Livros Horizonte, 2001


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

As Guardas: Guardiãs de Tesouros

Começam amanhã as Conversas Pequenas para Pais (e familiares interessados)! Quero receber estes dois grupos de pais que se juntarão a mim para falarmos de literatura infantil, maturidade leitora, leitura partilhada, e muito mais, com um presente: uma nova rubrica aqui no Pequeno Armazém de Palavras.
As protagonistas serão as guardas, as folhas iniciais e finais que unem a capa ao miolo do livro. Verdadeiras guardiãs de tesouros, merecem realmente um olhar atento, como afirma a Isabel Minhós Martins, neste magnífico texto, de que reproduzo uma parte:

" Podem ter padrões que se repetem, detalhes das imagens do interior ou ilustrações feitas à sua medida.(...)Podem servir para aproveitar o livro até à última gota ou apenas para o deixar respirar: no início, para ganhar fôlego; no fim, para recuperar da corrida das páginas.
Quando tal acontece, quando as guardas têm direito a vida própria, podem ultrapassar as suas funções de ordem mais prática ou funcional, e tornar-se importantes espaços de comunicação.
Por se colocarem "à entrada" e "à saída" do livro, servem de antecâmara para o que se vai passar, e de remate, no final. Mas, muitas vezes, acabam por funcionar como um suporte paralelo, quase à parte, um espaço livre e aberto à imaginação de ilustradores e designers."

É este espaço livre e aberto à imaginação dos leitores que quero agora celebrar. Quando trabalhava numa biblioteca municipal, dediquei-lhes uma exposição. Aqui, a partir de hoje, deixarei todas as semanas uma ou duas imagens das guardas iniciais e finais de um livro. Num silêncio atento e deslumbrado. 
 
 
 
Pê de Pai
Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho (ilustrador)
Planeta Tangerina, 2006